quinta-feira, 21 de abril de 2011

Falta de pavimentação ainda é problema: o descaso político continua na zona rural



 A Vila Ângelo Calmon de Sá (MAISA) situada na zona rural de Mossoró, é uma comunidade que cresce a passos largos, com o surgimento dos assentamentos que formaram a Agrovila MAISA, formaram-se novas casas, novas ruas e a necessidade de novos investimentos em pavimentação e saneamento básico.


No período chuvoso essa população sofre com a falta de acesso, pois as ruas são alagadas pela chuva, formando várias crateras nas estradas, causando diversos transtornos aos moradores do local. E quando não há chuva, o problema é a poeira.

É o caso da dona-de-casa Isabel da Silva. Ela mora, há 15 anos na comunidade MAISA e reclama dos problemas que enfrenta por morar em uma rua sem "calçamento". "Quando não está chovendo a gente (moradores) tem problema com a poeira, e quando começa a chover o problema é a lama e a buraqueira que toma conta da rua", elencou. Isabel também diz que por não ter pavimentação os moradores acabam jogando lixo na rua.

Infelizmente para atender toda demanda requer muito dinheiro, acompanhamento e interesse político, mas a realidade é que as políticas públicas voltada para Zona rural são a cada dia mais precárias.


 É necessária a união de toda comunidade na tentativa de dá uma resposta da época de eleição a esses políticos que só prometem e não cumprem seu papel e só assim saberão dá valor as comunidades menos favorecidas.


Pavimentação diminui riscos à saúde

Os investimentos feitos em pavimentação não representam apenas melhorias para a trafegabilidade de veículos e pessoas. Mas, principalmente, redução nos riscos à saúde pública.
O infectologista Alfredo Passalacqua destaca que várias doenças são causadas pela má condição sanitária das ruas, seja por falta de saneamento básico ou pavimentação.

As crianças são as principais vítimas dos problemas causados pela falta de pavimentação. Passalacqua explica que o motivo é o contato direto que as crianças têm com a areia da rua nos momentos de brincadeiras. "É comum as crianças brincarem na rua, que se não é calçada pode causar doenças devido ao contato que essas crianças têm com a areia suja", ressalta.

O infectologista observa que a água que fica parada nos períodos de chuva contém diversos parasitas que causam principalmente diarréias virais. Além disso, essa água empossada também contribui para o surgimento de casos de leptospirose, doença causada pela urina do rato que é depositada na água acumulada nas ruas não-pavimentadas.
Passalacqua destaca também que os esgotos a céu aberto nas ruas não-pavimentadas aumentam a proliferação de insetos e o risco de contaminação por outras doenças, como a dengue. "Não só a pavimentação, mas essencialmente o saneamento básico é uma questão de saúde pública", salienta o infectologista.


Fotos da comunidade MAISA




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