quinta-feira, 26 de maio de 2011

COMO EVITAR BRIGAS NO TRABALHO?




Não houve jeito. Por culpa da outra pessoa, ou sua, ou dos dois, acabou havendo uma discussão séria no trabalho, que resultou em uma divisão de opiniões e em uma situação de mal estar. Você não gosta disso, mas agora tem que conviver com um “inimigo” ou, no mínimo, com alguém que tem uma opinião oposta à sua em uma questão de trabalho muito importante. Como conviver com isso? E, se possível, como acabar com esse mal entendido? As brigas no ambiente de trabalho costumam ocorrer quando as pessoas se esquecem que não dá para atuar de acordo com todas as suas emoções no contexto profissional. Qualquer um pode ficar com raiva quando sente que foi agredido, ofendido ou magoado. Mas, direcionar a raiva a alguém é um desperdício de energia que impede a pessoa de prestar atenção em sua reação emocional e na intensidade dessa emoção, como a dificuldade de lidar com as pressões por resultados, com a disputa por espaço ou com os pontos de vista diferentes. Sem essa percepção fica difícil exercer o controle emocional e encontrar a maneira apropriada para se expressar. Seguem as dicas para evitar conflitos.



ESTABELEÇA FRONTEIRAS – Já ouviu a frase “Respeito é bom e eu gosto”? A meu ver, ela é a base para que não se chegue a uma situação de brigas no trabalho. Quando respeitamos os outros e nos fazemos respeitar, é difícil que haja clima para maiores confrontos. Mas o que é se fazer respeitar? É estabelecer nossas fronteiras, nossos limites. Muitas vezes, no esforço de agradarmos, sermos aceitos, deixamos que os outros ultrapassem nossos limites. E depois ficamos bravos quando “abusam” da nossa paciência e boa vontade. Também temos o direito de não gostar de certo tipo de brincadeiras – deixe isso claro. O mesmo vale em relação aos outros. A chamada “regra de ouro”, que diz que não devemos fazer aos outros o que não gostamos que façam a nós, é um bom guia de conduta no trabalho.

APENAS OUÇA – Quando temos uma situação de conflito com alguém, dificilmente dialogamos com essa pessoa. É ela abrir a boca e nós já começamos a pensar em como iremos responder. Com essa atitude, se cria uma situação de impasse, em que ninguém ouve ninguém. Procure observar em que medida você não está adotando essa atitude, ao querer “vencer” o seu adversário. Em uma reunião, você fica apenas esperando ele calar a boca para falar e mostrar que seu ponto de vista é muito superior ao dele. Pois sinto lhe dizer, meu amigo: você não está sendo nada inteligente. Sua atitude o impede de, primeiramente, prestar atenção ao que ele está falando. Se você não escuta o que ele fala, não sabe em que medida está certo ou não.

EVITE COMENTÁRIOS – Quando conversamos com uma pessoa de quem não gostamos, tendemos a misturar o que ela fala com o que nós pensamos. Assim, as coisas vão piorando cada vez mais: interpretamos negativamente o que a pessoa diz, ela faz o mesmo e a bola de neve segue montanha abaixo até virar uma avalanche. E, na sua vida, tudo o que você não quer é um novo problema. Portanto, trate de não deixar a avalanche se formar. Para isso, você terá que evitar aquelas conversas paralelas, com terceiros, sobre a pessoa com quem você brigou. Pode parecer um alívio falar com este ou aquele acerca da pessoa. Mas você não tem o mínimo controle sobre os comentários que isso pode gerar, e sobre como serão interpretados pelos outros. Algo que você disse pode chegar a algum outro funcionário totalmente distorcido.

MANTENHA A CLAREZA -Outra coisa muito importante, em um momento desses, é manter a clareza das comunicações. Se você não confia na pessoa, se acha que ela poderá lhe aprontar pelas costas, não dê margem a isso. Procure deixar claro, nas reuniões, quais são as tarefas, comprometimentos e informações que devem ser passados de um para outro. Por exemplo: se vocês dois têm que trabalhar juntos em um projeto, nas reuniões de avaliação esclareça que material você terá que passar para ele ou vice-versa, em que prazo, com que nível de detalhamento etc. Não deixe nada no ar. Mas faça isso de uma forma afável, sem nenhuma agressividade. E há, nisso, uma vantagem extra: ajuda a organizar suas tarefas.

CONVERSANDO A GENTE SE ENTENDE – O ideal, entretanto, é que não existam brigas. Que todos possam trabalhar em equipe e bem. E, se você quer evoluir mesmo como ser humano, quem sabe não toma a iniciativa de procurar o seu adversário e terminar com o mal entendido? Se, depois de analisar o caso, você chegar a conclusão de que a pessoa não é um mau caráter, que o que houve foi um “acidente de percurso”, não há porque continuar mantendo um clima desagradável. Procure-a para uma conversa. Não pense que com isso estará demonstrando fraqueza. Pelo contrário: só quem tem auto-estima e auto-confiança consegue fazer isso. Os fracos simplesmente fogem e ficam esperando que a situação se resolva por conta própria – o que raramente acontece. Se, entretanto, você acha que a pessoa é definitivamente “do mal”, não a procure para uma conversa. Apenas trate de manter distância. Não fale mal dela, separe as questões profissionais da sua antipatia pessoal, e mantenha sua intuição de plantão

SAIBA SOBRE O QUE ESTÁ FALANDO – Outra forma importante de evitar brigas é ter domínio do tema que está sendo abordado. Se você vai fazer uma apresentação de um projeto, realmente se prepare, para poder argumentar com lógica quando for questionado. Quando conhecemos algo bem, dificilmente nos deixamos levar pelo lado emocional quando alguém nos contesta. Tratamos, ao invés disso, de explicar o assunto.

CONHEÇA OS SEUS GATILHOS – Por último, vale lembrar que todos nós temos os nossos “gatilhos”. São aqueles pontos sensíveis que fazem com que a gente responda de forma emocional quase que imediata. A maioria de nós passa a vida deixando que os outros disparem esses gatilhos, sem se dar ao trabalho de sequer saber quais são. Observe-se, e procure descobrir quais são os seus gatilhos. Para mim, por exemplo, qualquer comentário que ponha em dúvida meus conhecimentos me irrita. Pode parecer infantil, mas todos os gatilhos são, em certa medida, infantis. Só que como eu já sei disso, não me deixo “acionar”. Descobri que uma forma muito eficiente de não se deixar “acionar” é rir de si mesmo.

RESPIRE E RELAXE – Essa é, com certeza, a técnica mais antiga de evitar irritações, brigas e outras coisas negativas. Quando sentir que as coisas vão desandar… respire e relaxe. Preste atenção em sua respiração. Veja aonde sua musculatura está tensa e procure relaxar. Muito do que fazemos é mera resposta condicionada. Um corpo tenso significa briga. Um corpo relaxado significa paz. Portanto, ao relaxar seu corpo, você estará enviando, ao seu cérebro, a informação de que tudo está bem. E, se tudo está bem, por que brigar? Pois, lembre-se sempre: você não tem controle sobre os outros. Eles podem ser desagradáveis, irritantes, o que quiserem. Mas você tem absoluto controle (e responsabilidade) sobre si mesma/o. Só você pode escolher a reação que terá. Use essa liberdade de reação em seu benefício – ou seja um marionete alheio. A escolha sempre é sua.





Fonte:http://www.girando.com.br/carreira/

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